ideal
para a criança em fase de crescimento deve incluir cinco
porções diárias de frutas e legumes, além de carne e
leite. A dieta tem que suprir toda energia gasta para que
não tenha problemas com falta de proteínas e/ou
excesso, pois pode resultar em obesidade.
Muitos elementos presentes nos alimentos - como o
aminoácido lisina - não resistem ao cozimento*, sendo
necessário a adoção de um suplemento vitamínico
garantindo os nutrientes necessários para o
crescimento", explica Dr. Luiz Anderson Lopes.
Entre os elementos essenciais para o crescimento
saudável de crianças e adolescentes, destaca-se a
lisina, - um aminoácido essencial - assim denominado
porque o organismo não o produz. Esta substância é
importante para a formação dos ossos graças à sua
capacidade de aumentar a absorção intestinal de
cálcio. A lisina tem papel fundamental na produção de
anticorpos, hormônios e enzimas, na formação do
colágeno e das fibras musculares e na regeneração dos
tecidos.
A falta deste aminoácido pode causar anemia, dificuldade
de concentração, retardo no crescimento, diminuição
do apetite e perda de peso, entre outros distúrbios.
Arroz, trigo, aveia, centeio e milho - bases da
alimentação em diversas regiões do mundo - contêm
pouca quantidade de lisina e requerem a complementação
com fontes adicionais deste aminoácido. Além disso, o
teor de lisina dos cereais se reduz após seu cozimento.
Entre os alimentos ricos em lisina, estão: queijo, ovos,
leite, batatas, carne vermelha, peixe, leveduras e soja.
Em linha com as necessidades das crianças e
adolescentes, a Boehringer Ingelheim está lançando no
País o complexo vitamínico Kiddi Pharmatonâ . Kiddi
Pharmatonâ é a mais nova formulação
vitamínico-mineral, que inclui lisina, cálcio,
fósforo, vitaminas B1, B2, B6, nicotinamida , E e D. Foi
desenvolvido pela empresa Pharmaton(r), laboratório
suíço do grupo Boehringer Ingelheim.
Kiddi Pharmatonâ xarope é indicado como complemento
nutricional para crianças a partir de um ano e
adolescentes em períodos de crescimento, na
convalescença e em dietas especiais, podendo também ser
utilizado por adultos e idosos. * As vitaminas se perdem no processo de
cozimento. O teor de vitamina B6 da carne é reduzida de
50 a 70%, enquanto 56% do seu teor se perde no
congelamento, 77% no enlatamento de verduras e legumes.
As frutas sofrem perdas de 15% no congelamento e 40% no
enlatamento. Durante o processo de cozimento a vitamina C
é totalmente perdida.
O PAPEL
DAS VITAMINAS NA VIDA DAS CRIANÇAS
A ingestão adequada de
vitaminas, minerais e aminocácidos relaciona-se
diretamente com altos níveis de energia, uma nutrição
adequada e, portanto, com um bom estado de saúde físico
e mental. Além disso, esses três elementos são
fundamentais nas primeiras etapas da vida para se obter
uma boa constituição física e mental, que por sua vez
se reflete numa infância cheia de vitalidade.
Uma dieta deficiente pode levar a transtornos
metabólicos e, em muitos casos, poderia relacionar-se
diretamente ao desenvolvimento de diversas doenças na
idade adulta, tais como doenças degenerativas e
cardíacas, câncer, embolias, osteoporose e obesidade.
Estudos epidemiológicos revelaram também que níveis
baixos de vitaminas estariam ligados à eliminação dos
radicais de oxigênio livres implicados em diversos
processos, como o envelhecimento.
Os maus hábitos alimentares podem levar a deficiências
nutricionais tanto em crianças como em adultos,
particularmente em certas camadas sociais em que a
população adota dietas que nem sempre satisfazem os
requisitos de equilíbrio.
A importância de uma dieta balanceada reside no fato de
proporcionar as quantidades necessárias de vitaminas,
minerais e aminoácidos, o que reduz o risco de doenças
e ajuda o indivíduo a sentir-se melhor física e
emocionalmente, com a energia necessária para desfrutar
ao máximo sua vida. Contrariamente, uma dieta
desbalanceada sempre se associa com o desenvolvimento de
doenças e com desgaste físico e intelectual. É muito
provável que as deficiências nutricionais também
afetem o desempenho físico e intelectual. Nesse caso, é
necessário utilizar um multivitamínico que tenha o
conteúdo necessário de nutrientes para alcançar os
valores normais da dieta.
As crianças de hoje, particularmente, têm um estilo de
vida muito ativo, que requer delas não somente um bom
rendimento escolar, mas também um desempenho
satisfatório nas múltiplas atividades extra-escolares.
Por isso precisam de uma nutrição adequada, que lhes
proporcione a energia necessária para realizar todas
essas atividades sem esgotar-se física e mentalmente.
As deficiências dietéticas conduzem a transtornos
metabólicos e, em muitos casos, as deficiências de
micronutrientes específicos podem relacionar-se com o
desenvolvimento de diversas doenças (por exemplo: o
beribéri, na carência de vitamina B1 ou o escorbuto na
carência de vitamina C). Quando alguém sofre de falta
de apetite, falta de energia, perda de peso, apatia,
fadiga, irritabilidade, pouca resistência a infeções,
insônia, redução do desempenho e da resistência
física ou de problemas de aprendizagem, pode-se
suspeitar de desnutrição e, portanto, de deficiência
de vitaminas, minerais e/ou aminoácidos.
Pesquisas mostraram que a quantidade de vitaminas
presente numa dieta que abrange só o mínimo recomendado
de 1.500 calorias/dia é inferior a 50% da ingestão
diária recomendada. Além disso, de 10 a 15% da
população mundial não consome sequer 1.500
calorias/dia.
As crianças entre seis meses e dois anos,
particularmente, estão sob risco especial, porque a
transição abrupta do leite materno para outros pode ter
efeitos nocivos, já que em muitos casos significa passar
para uma dieta composta principalmente de cereais,
tubérculos ou certa variedade de bananas que se compõem
principalmente de proteínas de baixa qualidade e carecem
de lisina, cálcio e das vitaminas do complexo B.
Os hábitos alimentares modernos fazem com que a maioria
das pessoas consuma dietas ricas em carboidratos (de
60-90% do total da ingestão energética) e pobres em
proteínas. Esses carboidratos geralmente não são bem
metabolizados, já que seu metabolismo depende da
presença de vitamina B1 na dieta, contida normalmente na
camada externa da maioria dos cereais, a qual
freqüentemente se remove (farinha branca, arroz polido,
etc.) e, como não se administra um complemento de
vitamina B1, inevitavelmente se desencadeia a
desnutrição e, provavelmente, a obesidade.
Outro inconveniente para uma nutrição adequada são as
dietas vegetarianas, veganes e macrobióticas, ou
qualquer outra que restrinja o consumo de qualquer grupo
de alimentos, já que raramente conservam o balanço
correto de nutrientes.
A obesidade, combinada com baixo aporte energético, pode
levar à falta de energia e prejuízo do crescimento de
crianças menores de cinco anos. Da mesma forma, as
dietas com alto teor de fibras e ácido fítico estão
associadas com maior risco de raquitismo e anemia por
carência de ferro. As dietas vegetarianas e vaganes
podem conduzir a anemia macrocítica por serem carentes
de vitamina B12. Quanto às dietas macrobióticas ( que
consistem principalmente de cereais integrais,
leguminosas e vegetais), um estudo holandês relata que
são deficientes em energia, proteínas, cálcio,
vitaminas B2, B12 e D, razão pela qual são associadas
com retardamento de crescimento, degeneração gordurosa
e muscular e com desenvolvimento psicomotor mais lente
entre as crianças de seis a 18 meses de idade. Um estudo
inglês com meninas adolescentes relatou que 43% das que
adotaram uma dieta vegetariana por um ano com o fim de
reduzir o peso estavam anêmicas.
A adoção dessas dietas ou um regime de maus hábitos
alimentares não torna estritamente necessário o uso de
multivitamínicos. A prescrição destes se justifica
para a cobertura das deficiências dietéticas, bem como
para prevenir doenças ou para pessoas que se encontram
em processos de alteração fisiológica como crescimento
durante a infância ou na adolescência.
As vitaminas são substâncias orgânicas com diversas
funções biológicas, indispensáveis para a
manutenção da atividade metabólica e da saúde. As
vitaminas favorecem a ação de enzimas essenciais e
contribuem para o aproveitamento dos outros nutrientes.
Exaustão, demora na realização de tarefas, como por
exemplo na lição de casa, queda na produtividade
física e mental, nervosismo, susceptibilidade a doença
com sintomas indefinidos, podem significar uma carência
de vitaminas em crianças.
O menu adorado por crianças e adolescentes de todo o
mundo inclui pizza, chocolates, doces, hambúrguer,
panquecas, batata frita e cachorro quente e contrasta com
uma nutrição saudável e rica em fibras e vitaminas.
As vitaminas são substâncias essenciais para a vida,
das quais o corpo necessita para diversos processos
metabólicos. Cada uma das 13 vitaminas existentes
desempenha um papel distinto, atuando nas funções
metabólicas e corporais. Comer muitas frutas e vegetais
é de total importância, mas se os sinais de carência
de vitaminas já foram observados na criança, deve-se
procurar um médico e adotar a suplementação
vitamínica na dieta.
A necessidade de vitaminas em crianças e adolescentes
tende a aumentar durante as fases de crescimento,
recuperação de doenças, quando se recusam a comer,
mostram perda de apetite, não gostam de frutas e
vegetais, estão em situações de stress (por exemplo:
provas na escola), sentem fome logo após terem se
alimentado com "fast food" e "junk
food" e passam por mudanças bruscas de rotina.
Muitas vezes, as famílias até praticam uma
alimentação balanceada, mas isso não significa que
seja rica em vitaminas. Estas são muito mais
vulneráveis do que se pode imaginar. Muitas delas são
sensíveis a luz, calor e até ao próprio ar, podendo
perder suas propriedades na preparação das refeições.
Portanto, é essencial conhecer como preservar as
vitaminas dos alimentos ao cozinhá-los e armazená-los
(leia dicas no quadro abaixo).
Como preservar as vitaminas dos alimentos
Algumas frutas e vegetais perdem as suas vitaminas
no caminho do supermercado para a casa ou em
refrigeração imprópria. O melhor é comprar um produto
da época.
Tente utilizar métodos para cozinhar que
preservem os nutrientes.
Prefira cozinhar em vapor a cozinhar em água
fervente, pois este último método destróis mais as
vitaminas.
Não mantenha os alimentos aquecidos por muito
tempo. É preferível aquecer rapidamente as refeições
antes de servi-las.
Proteja as frutas e os vegetais da luz do sol.
Elas tem de ficar em lugar escuro, seco e de temperatura
amena.
Lave, cozinhe ou corte os alimentos apenas antes
de comer.
VITAMINAS,
AMINOÁCIDOS E MINERAIS - FUNÇÃO E FONTE
Vitamina A - é importante para
os olhos, pele, mucosas e crescimento (saladas verdes e
vários vegetais de cor amarela; fígado, ovos, leite e
derivados)
Vitaminas do Complexo B - importantes para o sistema
nervoso, obtenção de energia celular a partir de
gorduras, carboidratos e proteínas (grãos, carne de
porco e fígado, vegetais folhosos)
Vitamina C - estimula o metabolismo celular, atua na
integridade de vasos sangüíneos e auxilia no sistema
imunológico. É utilizada no processo de formação das
células do sangue (beterraba, frutas e vegetais
folhosos)
Vitamina D - regula o metabolismo do cálcio e do
fósforo nos ossos (ovos, óleo de fígado de peixes e
leite)
Vitamina E - ativa a digestão e o metabolismo de
gorduras insaturadas, favorece a absorção da vitamina A
e é um poderoso agente antioxidante (óleos vegetais,
ovos e cereais)
Biotina - atua no crescimento, músculos e contribui para
uma pele saudável (trigo, leite e ovos)
Lisina - aminoácido essencial para o crescimento ósseo,
para a consistência dos dentes, produção de
hormônios, enzimas e colágeno (queijo, ovos, carne,
leite, pescado, soja e levedura)
Cálcio - formação de ossos e dentes, condução
nervosa, contração e relaxamento muscular, coagulação
sangüínea, permeabilidade das membranas e ativação
enzimática (leite e derivados, ovos, vegetais de folhas
verdes, brócoli, nozes e grãos integrais)
Fósforo - formação de ossos e dentes, crescimento
celular, contração do músculo e função renal. Ajuda
o corpo a utilizar as vitaminas e a converter os
alimentos em energia (aspargos, fibras, levedura de
cerveja, milho, ovos, peixes, frutas secas, alho,
gergelim, legumes, nozes, carnes, frango, salmão e
grãos integrais).
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