LISINA CONTRIBUI PARA O CRESCIMENTO INFANTIL GARANTEM PEDIATRAS
LISINA CONTRIBUI PARA O CRESCIMENTO INFANTIL GARANTEM PEDIATRAS
 
   
Alimentação industrializada e hábitos alimentares errados são as principais causas de deficiência vitamínica e prejudicam o desenvolvimento físico e mental de crianças e adolescentes. Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Saúde, 10,5% dos menores de 5 anos de idade apresentam déficit de altura por idade e 5,7% de peso por idade. A desnutrição atinge 10% da população infantil (de 0 a 5 anos), principalmente crianças na faixa etária de seis meses a dois anos .

Segundo Fernando José Nóbrega, presidente do Departa
mento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria,
há uma carência verificada de vitaminas e minerais na ali-
mentação infanto-juvenil, que pode levar à obesidade, alia-
da à desnutrição. "Além da má alimentação, fatores como
estresse e poluição dificultam a absorção dos nutrientes pe-
lo organismo - por isso em muitos casos é necessário o uso
de suplementos vitamínicos", explica Dr. Nóbrega.
Para o pediatra Luiz Anderson Lopes, responsável pelo
Ambulatório de Crescimento do Departamento de Pediatria
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a dieta
ideal para a criança em fase de crescimento deve incluir cinco porções diárias de frutas e legumes, além de carne e leite. A dieta tem que suprir toda energia gasta para que não tenha problemas com falta de proteínas e/ou excesso, pois pode resultar em obesidade.
Muitos elementos presentes nos alimentos - como o aminoácido lisina - não resistem ao cozimento*, sendo necessário a adoção de um suplemento vitamínico garantindo os nutrientes necessários para o crescimento", explica Dr. Luiz Anderson Lopes.
Entre os elementos essenciais para o crescimento saudável de crianças e adolescentes, destaca-se a lisina, - um aminoácido essencial - assim denominado porque o organismo não o produz. Esta substância é importante para a formação dos ossos graças à sua capacidade de aumentar a absorção intestinal de cálcio. A lisina tem papel fundamental na produção de anticorpos, hormônios e enzimas, na formação do colágeno e das fibras musculares e na regeneração dos tecidos.
A falta deste aminoácido pode causar anemia, dificuldade de concentração, retardo no crescimento, diminuição do apetite e perda de peso, entre outros distúrbios. Arroz, trigo, aveia, centeio e milho - bases da alimentação em diversas regiões do mundo - contêm pouca quantidade de lisina e requerem a complementação com fontes adicionais deste aminoácido. Além disso, o teor de lisina dos cereais se reduz após seu cozimento. Entre os alimentos ricos em lisina, estão: queijo, ovos, leite, batatas, carne vermelha, peixe, leveduras e soja.
Em linha com as necessidades das crianças e adolescentes, a Boehringer Ingelheim está lançando no País o complexo vitamínico Kiddi Pharmatonâ . Kiddi Pharmatonâ é a mais nova formulação vitamínico-mineral, que inclui lisina, cálcio, fósforo, vitaminas B1, B2, B6, nicotinamida , E e D. Foi desenvolvido pela empresa Pharmaton(r), laboratório suíço do grupo Boehringer Ingelheim.
Kiddi Pharmatonâ xarope é indicado como complemento nutricional para crianças a partir de um ano e adolescentes em períodos de crescimento, na convalescença e em dietas especiais, podendo também ser utilizado por adultos e idosos.

* As vitaminas se perdem no processo de cozimento. O teor de vitamina B6 da carne é reduzida de 50 a 70%, enquanto 56% do seu teor se perde no congelamento, 77% no enlatamento de verduras e legumes. As frutas sofrem perdas de 15% no congelamento e 40% no enlatamento. Durante o processo de cozimento a vitamina C é totalmente perdida.

O PAPEL DAS VITAMINAS NA VIDA DAS CRIANÇAS

A ingestão adequada de vitaminas, minerais e aminocácidos relaciona-se diretamente com altos níveis de energia, uma nutrição adequada e, portanto, com um bom estado de saúde físico e mental. Além disso, esses três elementos são fundamentais nas primeiras etapas da vida para se obter uma boa constituição física e mental, que por sua vez se reflete numa infância cheia de vitalidade.
Uma dieta deficiente pode levar a transtornos metabólicos e, em muitos casos, poderia relacionar-se diretamente ao desenvolvimento de diversas doenças na idade adulta, tais como doenças degenerativas e cardíacas, câncer, embolias, osteoporose e obesidade. Estudos epidemiológicos revelaram também que níveis baixos de vitaminas estariam ligados à eliminação dos radicais de oxigênio livres implicados em diversos processos, como o envelhecimento.
Os maus hábitos alimentares podem levar a deficiências nutricionais tanto em crianças como em adultos, particularmente em certas camadas sociais em que a população adota dietas que nem sempre satisfazem os requisitos de equilíbrio.
A importância de uma dieta balanceada reside no fato de proporcionar as quantidades necessárias de vitaminas, minerais e aminoácidos, o que reduz o risco de doenças e ajuda o indivíduo a sentir-se melhor física e emocionalmente, com a energia necessária para desfrutar ao máximo sua vida. Contrariamente, uma dieta desbalanceada sempre se associa com o desenvolvimento de doenças e com desgaste físico e intelectual. É muito provável que as deficiências nutricionais também afetem o desempenho físico e intelectual. Nesse caso, é necessário utilizar um multivitamínico que tenha o conteúdo necessário de nutrientes para alcançar os valores normais da dieta.
As crianças de hoje, particularmente, têm um estilo de vida muito ativo, que requer delas não somente um bom rendimento escolar, mas também um desempenho satisfatório nas múltiplas atividades extra-escolares. Por isso precisam de uma nutrição adequada, que lhes proporcione a energia necessária para realizar todas essas atividades sem esgotar-se física e mentalmente.
As deficiências dietéticas conduzem a transtornos metabólicos e, em muitos casos, as deficiências de micronutrientes específicos podem relacionar-se com o desenvolvimento de diversas doenças (por exemplo: o beribéri, na carência de vitamina B1 ou o escorbuto na carência de vitamina C). Quando alguém sofre de falta de apetite, falta de energia, perda de peso, apatia, fadiga, irritabilidade, pouca resistência a infeções, insônia, redução do desempenho e da resistência física ou de problemas de aprendizagem, pode-se suspeitar de desnutrição e, portanto, de deficiência de vitaminas, minerais e/ou aminoácidos.
Pesquisas mostraram que a quantidade de vitaminas presente numa dieta que abrange só o mínimo recomendado de 1.500 calorias/dia é inferior a 50% da ingestão diária recomendada. Além disso, de 10 a 15% da população mundial não consome sequer 1.500 calorias/dia.
As crianças entre seis meses e dois anos, particularmente, estão sob risco especial, porque a transição abrupta do leite materno para outros pode ter efeitos nocivos, já que em muitos casos significa passar para uma dieta composta principalmente de cereais, tubérculos ou certa variedade de bananas que se compõem principalmente de proteínas de baixa qualidade e carecem de lisina, cálcio e das vitaminas do complexo B.
Os hábitos alimentares modernos fazem com que a maioria das pessoas consuma dietas ricas em carboidratos (de 60-90% do total da ingestão energética) e pobres em proteínas. Esses carboidratos geralmente não são bem metabolizados, já que seu metabolismo depende da presença de vitamina B1 na dieta, contida normalmente na camada externa da maioria dos cereais, a qual freqüentemente se remove (farinha branca, arroz polido, etc.) e, como não se administra um complemento de vitamina B1, inevitavelmente se desencadeia a desnutrição e, provavelmente, a obesidade.
Outro inconveniente para uma nutrição adequada são as dietas vegetarianas, veganes e macrobióticas, ou qualquer outra que restrinja o consumo de qualquer grupo de alimentos, já que raramente conservam o balanço correto de nutrientes.
A obesidade, combinada com baixo aporte energético, pode levar à falta de energia e prejuízo do crescimento de crianças menores de cinco anos. Da mesma forma, as dietas com alto teor de fibras e ácido fítico estão associadas com maior risco de raquitismo e anemia por carência de ferro. As dietas vegetarianas e vaganes podem conduzir a anemia macrocítica por serem carentes de vitamina B12. Quanto às dietas macrobióticas ( que consistem principalmente de cereais integrais, leguminosas e vegetais), um estudo holandês relata que são deficientes em energia, proteínas, cálcio, vitaminas B2, B12 e D, razão pela qual são associadas com retardamento de crescimento, degeneração gordurosa e muscular e com desenvolvimento psicomotor mais lente entre as crianças de seis a 18 meses de idade. Um estudo inglês com meninas adolescentes relatou que 43% das que adotaram uma dieta vegetariana por um ano com o fim de reduzir o peso estavam anêmicas.
A adoção dessas dietas ou um regime de maus hábitos alimentares não torna estritamente necessário o uso de multivitamínicos. A prescrição destes se justifica para a cobertura das deficiências dietéticas, bem como para prevenir doenças ou para pessoas que se encontram em processos de alteração fisiológica como crescimento durante a infância ou na adolescência.
As vitaminas são substâncias orgânicas com diversas funções biológicas, indispensáveis para a manutenção da atividade metabólica e da saúde. As vitaminas favorecem a ação de enzimas essenciais e contribuem para o aproveitamento dos outros nutrientes.
Exaustão, demora na realização de tarefas, como por exemplo na lição de casa, queda na produtividade física e mental, nervosismo, susceptibilidade a doença com sintomas indefinidos, podem significar uma carência de vitaminas em crianças.
O menu adorado por crianças e adolescentes de todo o mundo inclui pizza, chocolates, doces, hambúrguer, panquecas, batata frita e cachorro quente e contrasta com uma nutrição saudável e rica em fibras e vitaminas.
As vitaminas são substâncias essenciais para a vida, das quais o corpo necessita para diversos processos metabólicos. Cada uma das 13 vitaminas existentes desempenha um papel distinto, atuando nas funções metabólicas e corporais. Comer muitas frutas e vegetais é de total importância, mas se os sinais de carência de vitaminas já foram observados na criança, deve-se procurar um médico e adotar a suplementação vitamínica na dieta.
A necessidade de vitaminas em crianças e adolescentes tende a aumentar durante as fases de crescimento, recuperação de doenças, quando se recusam a comer, mostram perda de apetite, não gostam de frutas e vegetais, estão em situações de stress (por exemplo: provas na escola), sentem fome logo após terem se alimentado com "fast food" e "junk food" e passam por mudanças bruscas de rotina.
Muitas vezes, as famílias até praticam uma alimentação balanceada, mas isso não significa que seja rica em vitaminas. Estas são muito mais vulneráveis do que se pode imaginar. Muitas delas são sensíveis a luz, calor e até ao próprio ar, podendo perder suas propriedades na preparação das refeições. Portanto, é essencial conhecer como preservar as vitaminas dos alimentos ao cozinhá-los e armazená-los (leia dicas no quadro abaixo).
Como preservar as vitaminas dos alimentos
• Algumas frutas e vegetais perdem as suas vitaminas no caminho do supermercado para a casa ou em refrigeração imprópria. O melhor é comprar um produto da época.
• Tente utilizar métodos para cozinhar que preservem os nutrientes.
• Prefira cozinhar em vapor a cozinhar em água fervente, pois este último método destróis mais as vitaminas.
• Não mantenha os alimentos aquecidos por muito tempo. É preferível aquecer rapidamente as refeições antes de servi-las.
• Proteja as frutas e os vegetais da luz do sol. Elas tem de ficar em lugar escuro, seco e de temperatura amena.
• Lave, cozinhe ou corte os alimentos apenas antes de comer.

VITAMINAS, AMINOÁCIDOS E MINERAIS - FUNÇÃO E FONTE

Vitamina A - é importante para os olhos, pele, mucosas e crescimento (saladas verdes e vários vegetais de cor amarela; fígado, ovos, leite e derivados)
Vitaminas do Complexo B - importantes para o sistema nervoso, obtenção de energia celular a partir de gorduras, carboidratos e proteínas (grãos, carne de porco e fígado, vegetais folhosos)
Vitamina C - estimula o metabolismo celular, atua na integridade de vasos sangüíneos e auxilia no sistema imunológico. É utilizada no processo de formação das células do sangue (beterraba, frutas e vegetais folhosos)
Vitamina D - regula o metabolismo do cálcio e do fósforo nos ossos (ovos, óleo de fígado de peixes e leite)
Vitamina E - ativa a digestão e o metabolismo de gorduras insaturadas, favorece a absorção da vitamina A e é um poderoso agente antioxidante (óleos vegetais, ovos e cereais)
Biotina - atua no crescimento, músculos e contribui para uma pele saudável (trigo, leite e ovos)
Lisina - aminoácido essencial para o crescimento ósseo, para a consistência dos dentes, produção de hormônios, enzimas e colágeno (queijo, ovos, carne, leite, pescado, soja e levedura)
Cálcio - formação de ossos e dentes, condução nervosa, contração e relaxamento muscular, coagulação sangüínea, permeabilidade das membranas e ativação enzimática (leite e derivados, ovos, vegetais de folhas verdes, brócoli, nozes e grãos integrais)
Fósforo - formação de ossos e dentes, crescimento celular, contração do músculo e função renal. Ajuda o corpo a utilizar as vitaminas e a converter os alimentos em energia (aspargos, fibras, levedura de cerveja, milho, ovos, peixes, frutas secas, alho, gergelim, legumes, nozes, carnes, frango, salmão e grãos integrais).