ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL

ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL:
uma nova possibilidade de tratamento

 

Pouco conhecidos, por serem assintomáticos (em torno de 75% dos casos), os aneurismas da aorta abdominal são a décima quinta causa de mortes entre todas no mundo, e a décima entre homens com idade superior a 55 anos de idade. Estima-se que 5% da população masculina e 0,4% da feminina, acima de 55 anos, seja portadora da disfunção. Em média, de 8 a 10 mil pessoas morrem anualmente pela rotura desses aneurismas, pois uma média de 40 a 50% dos pacientes morrem antes mesmo de entrar no hospital. Dos que conseguem ser operados a tempo, em torno de 40% morrem no período pós-operatório o que torna esta lesão extremamente grave, com alta taxa de mortalidade quando o aneurisma se rompe ( em 90% dos casos). Para citar um caso famoso da doença: Einstein morreu de uma aneurisma de aorta abdominal roto. Tratam-se de dilatações arteriais localizadas, permanentes e progressivas, que podem ser detectadas na palpação do abdome e confirmada por um simples ultra-som. "Quando o aneurisma atinge um diâmetro igual ou maior que 5cm, o que é comum nesses casos, o tratamento está indicado e ele pode ser feito por uma cirurgia na qual se "costura" uma artéria artificial no lugar do aneurisma - uma cirurgia de grande porte e com certo grau de risco ( em torno de 3 - 5 % nos casos eletivos) ou através de um novo método que vem sendo desenvolvido que é o implante de uma endoprótese, no qual uma prótese é introduzida através de uma artéria da perna, excluindo o aneurisma", explica o médico cirurgião vascular Wagner Paula Ferreira. Esse implante pode ser introduzido até com anestesia local, evitando a grande cirurgia que, até então, era a única opção. Segundo Ferreira, esse tipo de cirurgia - o implante de endoprótese - foi idealizada por um médico argentino, no início da década de 90, e aperfeiçoada nos últimos anos e introduzida no Brasil há pouco tempo. Porém, ainda hoje, há poucos centros no país desenvolvendo o procedimento. Esta técnica vem sendo agora aplicada em algumas capitais, e, mais recentemente também em Ribeirão Preto, cidade conhecida como um dos grandes pólos de medicina do País. Ferreira é um dos poucos especialistas brasileiros que aplica a técnica, em sua clínica localizada em Ribeirão Preto. Como o melhor caminho é a prevenção, Ferreira ressalta quão importante é o diagnóstico precoce desta doença, que age silenciosamente, e a importância de que os profissionais da área médica tenham sua atenção voltada para a possibilidade diagnóstica do aneurisma da aorta abdominal. Detectado, o paciente deve ser imediatamente encaminhado para um especialista, que, no caso, trata-se do cirurgião vascular.